Superintendência de Seguros Privados
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Ministério da Fazenda

SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS

RELATÓRIO DE GESTÃO - 2002

1. APRESENTAÇÃO

A SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS – SUSEP, Autarquia Especial vinculada ao Ministério da Fazenda, tem por finalidade, na qualidade de executora da política traçada pelo Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP, exercer as atribuições a ela cometidas pelos Decretos-Lei nºs 73, de 21 de novembro de 1966, e 261, de 28 de fevereiro de 1967, pela Lei Complementar nº 109, de 29 de Maio de 2001 e demais atos normativos aplicáveis, tendo como principais atribuições:

· fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das sociedades seguradoras, de capitalização e das entidades de previdência complementar aberta, na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP;

·atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua através das operações de seguros, de capitalização e de previdência complementar aberta;

·zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados supervisionados;

·promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos operacionais a eles vinculados, com vistas à maior eficiência do Sistema Nacional de Seguros Privados e do Sistema Nacional de Capitalização;

·promover a estabilidade dos mercados sob sua jurisdição, assegurando sua expansão e o funcionamento das entidades que neles operem;

· zelar pela liquidez e solvência das sociedades que integram o mercado;

·disciplinar e acompanhar os investimentos daquelas entidades, em especial os efetuados em bens garantidores de provisões técnicas;

· cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP e exercer as atividades que por ele forem delegadas;

· prover os serviços de Secretaria Executiva do CNSP.

A SUSEP integra, também, o Sistema Nacional de Seguros Privados, em conjunto com o CNSP, a IRB - BRASIL Re., as sociedades seguradoras, as sociedades de capitalização, as entidades de previdência complementar aberta e pelos corretores habilitados a atuar nestes segmentos.

As operações de seguros, de capitalização e de previdência complementar aberta obedecem a diversos instrumentos legais, tendo a seguinte legislação básica:

a)    SEGUROS - Decreto-lei nº 73, de 21.11.66, e Decreto nº 60.459, de 13.03.67;

b)    CAPITALIZAÇÃO - Decreto-lei nº 73, de 21.11.66, e Decreto-lei nº 261, de 28.02.67;

c)     PREVIDÊNCIA PRIVADA ABERTA - Lei Complementar nº 109, de 29.5.01.

Com base nessa legislação, são editados os instrumentos normativos operacionais: Resoluções do CNSP e Circulares da SUSEP.

As atribuições do Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP são:

a)    fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados;

b) regular a constituição, organização, funcionamento e fiscalização dos que exercem atividades subordinadas ao Sistema Nacional de Seguros Privados, bem como a aplicação das penalidades previstas;

c) fixar as características gerais dos contratos de seguros, de capitalização e de previdência complementar aberta;

d)    estabelecer as diretrizes gerais das operações de resseguro;

e)    conhecer dos recursos de decisão da SUSEP e da IRB - BRASIL Re.;

f)   prescrever os critérios de constituição das sociedades seguradoras, de capitalização e entidades  de previdência complementar aberta, com fixação dos limites legais e técnicos das respectivas operações;

g)    disciplinar a corretagem do mercado e a profissão de corretor.

A SUSEP é administrada por um Conselho Diretor, composto pelo Superintendente e por quatro Diretores.  Integram também o Conselho Diretor, sem direito a voto, o Secretário Geral e o Procurador Geral.  Compete ao Conselho Diretor fixar as políticas gerais da Autarquia com vistas à ordenação das atividades do mercado, cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP e aprovar instruções, circulares e pareceres de orientação em matérias de sua competência.

A presidência do Conselho Diretor cabe ao Superintendente que tem, ainda, como atribuição, promover os atos de gestão da Autarquia e sua representação junto ao Governo e ao mercado.

2. OS MERCADOS DE SEGURO, CAPITALIZAÇÃO, PREVIDÊNCIA

COMPLEMENTAR ABERTA

Conforme dispõe o art. 2º do Decreto-Lei nº 73/66, a SUSEP é uma Autarquia essencialmente voltada para a defesa dos interesses dos segurados, dos participantes de planos de previdência e dos portadores de títulos de capitalização, razão por que sempre se buscou, sistematicamente, o aperfeiçoamento do atendimento ao público consumidor, de forma a suprir natural hipossuficiência dos consumidores, em função do pouco conhecimento da matéria securitária.

Quanto à importância estratégica dos segmentos supervisionados pela SUSEP, observa-se a movimentação de recursos financeiros de, aproximadamente, R$ 36 bilhões, envolvendo atividades de significativo peso social, que proporcionam expressiva contribuição para a formação da poupança nacional, com reservas da ordem de R$ 83 bilhões.

Por outro lado, o universo dos produtos oferecidos por esses mercados e consumidores por eles abrangidos impõem à Autarquia um esforço concentrado e permanente, direcionado à melhoria na qualidade do atendimento ao público e ao aprimoramento dos serviços prestados aos consumidores, bem como à modernização da legislação, tornando-a mais simples e eficaz na proteção ao consumidor.

O segmento de mercado supervisionado pela SUSEP, em dezembro de 2002, contava com 111 sociedades seguradoras, 31 entidades de previdência complementar aberta, 24 sociedades de capitalização, 56.609 corretores pessoas físicas e 27.904 corretores pessoas jurídicas.

O mercado segurador brasileiro, em 2002, emitiu um total de R$ 24 bilhões em prêmios totais de seguros, acumulando provisões técnicas no montante de R$ 39 bilhões. O resultado demonstra um crescimento de 23,5% em relação a 2001. Desconsiderando o faturamento de VGBL, o crescimento no ano foi de 10,3%.

O setor de previdência complementar aberta auferiu uma receita de R$ 7 bilhões de contribuições de planos previdenciários, acumulando provisões técnicas totais de R$ 26 bilhões.

O setor de capitalização auferiu uma receita de R$ 5 bilhões em prêmios e acumulou reservas técnicas no montante de R$ 7 bilhões.

Os dados supracitados estão detalhados no Anexo 1.

3. PROGRAMA DE TRABALHO

A SUSEP elaborou PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E ADMINISTRATIVO PARA O BIÊNIO 2001/2002, sendo aprovado pelo Conselho Diretor da SUSEP em reunião realizada em 18 de dezembro de 2000, que, em linhas gerais estabeleceu o seguinte:

1 – MISSÃO INSTITUCIONAL

A missão institucional é a razão maior da existência da organização ou sua função perene no contexto da sociedade.  Baseados neste conceito a missão da SUSEP é:

"ZELAR APELO ADEQUADO FUNCIONAMENTO DOS MERCADOS DE SEGURO, PREVIDÊNCIA PRIVADA E CAPITALIZAÇÃO"

2 – OBJETIVOS

Objetivos consistem nos resultados a serem atingidos pela organização para o cumprimento de sua missão.  São quase tão permanentes quanto a missão e permeiam toda a organização.

Os seguintes objetivos foram  elencados para a SUSEP:

A – PARTICIPAR ATIVAMENTE NA FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS PARA OS MERCADOS SUPERVISIONADOS.

B – CRIAR MECANISMOS DE ESTÍMULO AO FORTALECIMENTO DA POUPANÇA INTERNA.

C - REGULAR AS ATIVIDADES DOS MERCADOS SUPERVISIONADOS.

D – CONTROLAR A SOLVÊNCIA E LIQUIDEZ DOS AGENTES E SISTEMAS DE SEGUROS, RESSEGUROS, PREVIDÊNCIA PRIVADA ABERTA E CAPITALIZAÇÃO

E – FISCALIZAR AS ATIVIDADES DOS AGENTES DOS MERCADOS SUPERVISIONADOS.

F – AMPLIAR A TRANSPARÊNCIA DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NOS MERCADOS SUPERVISIONADOS E APERFEIÇOAR OS MECANISMOS DE PROTEÇÃO AO CONSUMIDOR.

G – PROMOVER A MODERNIZAÇÃO ADMINISTRATIVA E A PERMANENTE QUALIFICAÇÃO DE SEU CORPO FUNCIONAL, VISANDO UMA ATUAÇÃO ÁGIL NO CUMPRIMENTO DE SUA MISSÃO.

3 - AÇÕES

As ações consistem nas realizações voltadas para o alcance dos objetivos da organização.  Elas podem ser permanentes e/ou temporárias.

Para cada objetivo foi definido um conjunto de ações, permanentes e temporárias, identificando o nível de contribuição de cada uma para o alcance dos objetivos e as respectivas unidades responsáveis por sua implementação.

No Anexo 2 estão demonstradas todas as ações do Planejamento Estratégico com atualização até janeiro de 2003.

4. PRINCIPAIS RESULTADOS ALCANÇADOS

4.1. AÇÕES REGULATÓRIAS DO MERCADO

No exercício de 2002 foram editadas 44 Circulares, 14 Deliberações, 2 Instruções e 276 Portarias tratando de diversos assuntos da alçada de competência regulatória desta SUSEP, bem como de assuntos operacionais/administrativos da Autarquia.

No âmbito das atribuições do Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP, no qual cabe a SUSEP a preparação das normas a serem apreciadas, foram editadas 27 Resoluções.

Todos os atos encontram-se discriminados no Anexo 3.

Quanto às ações regulatórias, em relação à atividade de resseguro, ainda continua em vigor a liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal, em 13 de julho de 2000, derivada de Ação Direta de Inconstitucionalidade, que suspendeu a eficácia da Lei nº 9.932, de 20 de dezembro de 1999 e devolveu, ao menos temporariamente, a IRB-Brasil Re as competências estabelecidas anteriormente para a SUSEP. (ADI 2.223-7).

4.2. AÇÕES FISCALIZADORAS SOBRE O MERCADO

Nos últimos exercícios, a SUSEP vem empreendendo esforços e recursos, visando aprimorar os mecanismos de controle e fiscalização do mercado. Através da modernização e atualização dos sistemas de coleta periódica de dados das sociedades seguradoras, de capitalização e das entidades abertas de previdência complementar, denominados Formulários de Informações Periódicas - FIP's, além dos Planos de Contas específicos para cada um dos mercados supervisionados, vem sendo possível de controle de cobertura das provisões técnicas por ativos garantidores e da solvência das empresas, sendo tais instrumentos fundamentais para o controle e fiscalização à distância desses mercados.

Os instrumentos de fiscalização atuais permitem a adoção de programas de fiscalização seletiva, gerando redução de tempo e recursos dispendidos nas fiscalizações externas, produzindo resultados mais efetivos com menores volumes de dispêndio.

Além disso, a publicação mensal de estatísticas confiáveis dos mercados supervisionados vem sendo aperfeiçoada regularmente, com significativa contribuição para a melhoria do grau de informação dos agentes dos mercados fiscalizados, aumentando a confiabilidade e estabilidade do SNSP e, conseqüentemente, trazendo condições para o desenvolvimento saudável do sistema como um todo.

O programa de fiscalização seletiva das entidades fiscalizadas é fundamentado principalmente nos resultados das análises dos dados coletados e nas reclamações/denúncias do público consumidor. 

Os quadros abaixo demonstram a ação fiscalizadora da Autarquia, onde fica evidenciado que, a Autarquia superou antecipadamente a meta prevista no Plano Plurianual do Governo Federal na ação de fiscalização, que era de 142 inspeções para o exercício de 2002, cabendo registrar que novos procedimentos de fiscalização possibilitaram a atuação integrada dos analistas técnicos lotados na sede e nas unidades regionais, aumentado,assim, a meta de fiscalizações anteriormente estabelecida.

 FISCALIZAÇÕES REALIZADAS

ASSUNTO

TOTAL

2001

TOTAL

2002

Sociedades Seguradoras

123

147

Entidades Abertas de Previdência Complementar

18

23

Sociedades de Capitalização

11

19

Corretores de Seguro (PF/PJ)

23

27

Outros

45

41

TOTAL

220

257

  AUTOS DE INFRAÇÃO LAVRADOS

ASSUNTO

TOTAL

2001

TOTAL 2002

Sociedades Seguradoras

69

81

Entidades Abertas de Previdência Complementar

11

8

Sociedades de Capitalização

5

3

Corretores de Seguro (PF/PJ)

1

3

Outros

-

1

TOTAL

86

96

  REPRESENTAÇÕES LAVRADAS

ASSUNTO

TOTAL

2001

TOTAL 2002

Sociedades Seguradoras

689

715

Entidades Abertas de Previdência Complementar

99

236

Sociedades de Capitalização

38

47

Corretores de Seguro (PF/PJ)

66

102

Outros

95

228

TOTAL

987

1.328

A atuação da SUSEP, através do monitoramento da atuação dos agentes que compõem o mercado supervisionado, possibilita atuar de forma preventiva junto às empresas, orientando os consumidores dos produtos, buscando, quando necessário, dirimir os conflitos através da mediação das questões entre os agentes envolvidos, ressalvadas as obrigações legais.

 A assinatura de Convênios de Cooperação tem colaborando com a atuação da SUSEP, além de possibilitar a otimização da estrutura organizacional, com a conseqüente redução dos gastos com custeio.  Como exemplo, temos o convênio assinado com a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça - SDE/MJ, com interveniência do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor - DPDC, no qual a SDE/MJ, através dos PROCON's estaduais, se compromete a notificar a SUSEP a respeito das reclamações sob investigação, que não tenham logrado conciliação entre as partes, relacionadas às operações de seguros privados, capitalização e previdência complementar aberta, inclusive no campo da corretagem para, se for o caso, abertura do pertinente procedimento administrativo.

Esse Convênio interage, internamente, com a Gerência de Relações com o Público – GEREP, do Departamento de Fiscalização, que tem por finalidade realizar atendimentos através de um Plantão de Atendimento ao Público e de um serviço de DDG.  No quadro a seguir demonstramos os atendimentos efetuados pela citada Gerência, por telefone, por carta, pessoalmente e por e-mail.

ATENDIMENTO AO PÚBLICO

ASSUNTO

TOTAL

2001

TOTAL 2002

Seguro

36.927

32.900

Previdência Complementar Aberta

4.609

4.146

Capitalização

2.648

2.787

Planos de Saúde (*)

1.189

422

Corretores de Seguros (PF/PJ)

3.245

2.857

Sociedades em Regimes Especiais

3.221

2.357

Outros/Andamento de Processos   

20.673

17.506

TOTAL

72.512

62.975

(*) As atribuições foram transferidas para a ANS em 24/09/99 e os atendimentos se limitam a encaminhamento das reclamações e consultas.

Conforme pode ser observado, variações nas estatísticas de atendimento podem ocorrer por vários motivos, incluindo alguns de natureza exógena à atuação do Órgão como exemplo a queda no nível de atividade econômica, que pode ocasionar dificuldades econômicas em várias empresas de uma só vez, gerando queda na qualidade de seus serviços.

Mais uma vez pôde-se constatar a redução no número de atendimentos prestados pela Autarquia, o que reflete, em parte, os esforços empreendidos no sentido de disponibilizar ao Público em geral o maior volume de informações através do site www.susep.gov.br, onde uma série de informações úteis sobre os mercados fiscalizados podem ser acessadas, como endereços de empresas, consultas a legislação, dados estatísticos do mercado, etc., sem que para isso seja necessário o deslocamento do cliente.  Devido a problemas técnicos nos servidores do SERPRO que hospedam o site da SUSEP, não foram fornecidos os relatórios de acesso ao site no período de setembro a dezembro/2002, problema este contornado a partir de janeiro de 2003.  No período de janeiro a setembro de 2002, foram registrados 334.349 acessos à página da SUSEP na Internet, representando uma média mensal de 37.150 acessos.

Além disso, ao incrementar o auto-atendimento, disponibilizando grande parte das informações no site da SUSEP, é possível dispor de maior tempo para prestar um atendimento individualizado, mais focado nas dúvidas de natureza mais específica do interesse dos consulentes, além de reduzir o tempo dos interessados para atendimento, maximizando assim, a qualidade do atendimento ao público prestado pela SUSEP.   Cabe ressaltar que a interligação da rede lógica da Sede com as unidades regionais possibilitou a melhoria no atendimento das solicitações do público consumidor, agilizando os procedimentos administrativos e operacionais.

Deve ser destacado, ainda, que a SUSEP tem concentrado esforços no sentido de modernizar a legislação em vigor, avançando no trabalho de consolidação e revisão de normas dos mercados fiscalizados, propiciando um maior nível de esclarecimento aos agentes envolvidos e, conseqüentemente, uma redução do nível de reclamações dos consumidores, o que se reflete no número de atendimentos prestados.  Além disso, foram implementados os Manuais de Fiscalização de Lavagem de Dinheiro e o de Fiscalização de Resseguro, instrumentos de grande importância no desempenho das atividades de fiscalização dos mercados supervisionados.  

Através da Deliberação SUSEP nº 79 de 8 de novembro de 2002, foi extinto o antigo procedimento de intermediação, o qual passou a ser denominado procedimento de apoio ao consumidor.

A partir da referida Deliberação foram implantadas algumas modificações nesse procedimento, as quais tiveram por objetivo tornar a ação da SUSEP mais eficiente no sentido de auxiliar os clientes que se dirijam a este Órgão Fiscalizador com vistas a tentar resolver eventuais problemas ocorridos com empresas fiscalizadas no que tange a obrigações contratuais.

Entre as principais modificações, pode-se citar a inclusão de informações mínimas a serem formalmente prestadas aos solicitantes no que diz respeito à competência da SUSEP, prazos prescricionais, bem como exigência de documentação mínima necessária para análise pelo Órgão em caso de solicitação de abertura de processo administrativo.

A partir da implantação das inovações trazidas pela citada Deliberação, a despeito de uma eventual redução nos números de procedimentos instaurados, deverá ser possível ao Órgão prestar um atendimento ainda melhor aos solicitantes, não criando falsas expectativas, podendo direcionar a ação da SUSEP para o cumprimento da missão de agir no interesse dos segurados e beneficiários dos contratos, sem deixar, contudo, desamparados e sem orientação, aqueles que busquem auxílio deste Órgão Fiscalizador com vistas ao esclarecimento de dúvidas ou divergências quanto a seus contratos.

Tais medidas deverão começar a se refletir de forma mais clara nos números de procedimentos do exercício de 2003, quando as mesmas já estarão totalmente implantadas.

Conforme demonstrado no quadro a seguir, ao longo do exercício de 2002, foram instaurados cerca de 3.552 procedimentos entre o público consumidor e as entidades sob a supervisão da SUSEP, o que representou um aumento de 2,74% em relação a 2001.Vale ressaltar, contudo, que conforme informações da Gerência de Relações com o Público, apenas no mês de junho de 2002 foram abertos cerca de 360 procedimentos por um único procurador, representando o interesse de centenas de pessoas em face de um mesmo problema ocorrido relativo a contratos mantidos com uma única seguradora, sendo tal fato o principal motivo do número de procedimentos instaurados em 2002 ter sido superior ao verificado em 2001, distorcendo a tendência de redução que ocorreu ao longo deste exercício. Assim, caso fossem desconsiderados os procedimentos instaurados pelo referido procurador, o número total de procedimentos em 2002 seria 3.190, o que representaria uma queda de 7,72% em relação a 2001.

 

PROCEDIMENTOS DE INTERMEDIAÇÃO

ASSUNTO

TOTAL

2001

TOTAL 2002

Sociedades Seguradoras

2.545

2.724

Entidades Abertas de Previdência Complementar

686

433

Sociedades de Capitalização

81

113

Operadoras de Planos de Saúde

1

6

Corretores de Seguros (PF/PJ)

49

111

Sociedades em Regimes Especiais

17

85

Outros

78

161

TOTAL

3.457

3.633

PROCESSOS INSTAURADOS (DENÚNCIA/RECLAMAÇÃO)

ASSUNTO

TOTAL

2001

TOTAL 2002

Sociedades Seguradoras

1.095

1.432

Entidades Abertas de Previdência Complementar

291

201

Sociedades de Capitalização

31

35

Operadoras de Planos de Saúde

1

1

Corretores de Seguros (PF/PJ)

98

129

Outros

101

94

TOTAL

1.617

1.892

PROCESSOS ENCERRADOS (DENÚNCIA/RECLAMAÇÃO)

ASSUNTO

TOTAL

2001

TOTAL 2002

Sociedades Seguradoras

258

38

Entidades Abertas de Previdência Complementar

94

17

Sociedades de Capitalização

13

5

Corretores de Seguros (PF/PJ)

34

32

Outros

76

33

TOTAL

475

125

CONSULTAS FORMAIS

ASSUNTO

TOTAL

2001

TOTAL 2002

Sociedades Seguradoras

82

63

Entidades Abertas de Previdência Complementar

32

19

Sociedades de Capitalização

7

7

Operadoras de Planos de Saúde

11

4

Corretores de Seguros (PF/PJ)

34

29

Sociedades em Regimes Especiais

10

9

Outros

227

106

TOTAL

403

237

No âmbito do Conselho Diretor, foram julgados, 1.344 processos administrativos, tendo como resultado a aplicação de 189 multas e 7 cancelamentos de registro profissional.

PROCESSOS JULGADOS PELO CONSELHO DIRETOR

ASSUNTO

TOTAL

2001

TOTAL 2002

Sociedades Seguradoras

996

1.344

Entidades Abertas de Previdência Complementar

213

606

Sociedades de Capitalização

35

69

Corretores de Seguro (PF e PJ)

182

207

Outros

141

164

TOTAL

1.567

2.390

MULTAS APLICADAS

ASSUNTO

TOTAL

2001

TOTAL 2002

Sociedades Seguradoras

220

135

Entidades Abertas de Previdência Complementar

58

41

Sociedades de Capitalização

5

2

Corretores de Seguro (PF e PJ)

31

11

Outros

77

-

TOTAL

391

189

CANCELAMENTO

ASSUNTO

TOTAL

2001

TOTAL 2002

Sociedades Seguradoras

-

-

Entidades Abertas de Previdência Complementar

-

-

Sociedades de Capitalização

-

-

Corretores de Seguro (PF e PJ)

22

7

Outros

2

-

TOTAL

24

7

Em relação ao controle e acompanhamento das sociedades submetidas a Regimes Especiais, a Lei nº 10.190, de 14 de janeiro de 2001, estabeleceu a possibilidade de decretação do regime especial de intervenção também nas sociedades seguradoras e de capitalização.  Da mesma forma, estas sociedades passaram a estar sujeitas à falência caso, decretada a liquidação extrajudicial, o ativo não seja suficiente para o pagamento de, pelo menos, a metade dos credores quirografários, ou ainda quando houver fundados indícios de ocorrência de crime falimentar. Tal medida tem permitido o encaminhamento para o regime de falência de diversas massas cuja situação se enquadra nos termos definidos em Lei, evitando a concessão de mais empréstimos à estas empresas que, em geral, também não possuem ativos líquidos suficientes para dar encaminhamento ao processo liquidatório.

REGIMES ESPECIAIS

 

TIPO

2001

2002

 

Seguradora

Previdência

Capitalização

Seguradora

Previdência

Capitalização

Liquidação Extrajudicial

13

9

2

11

10

2

Liquidação Ordinária

3

-

-

5

-

-

Intervenção

-

-

-

-

-

-

Direção Fiscal

1

2

-

1

-

-

Falência

4

-

-

     

No Anexo 4 estão relacionadas todas as empresas que se encontravam em 31 de dezembro de 2002 sob regime especial.

A fiscalização e acompanhamento do mercado segurador se dá, também, através da análise dos atos societários das sociedades fiscalizadas, do controle e registro dos corretores e de estudos atuariais e de normas técnicas pertinentes aos mercados de seguros, de previdência complementar aberta e de capitalização.  No âmbito do Departamento Técnico Atuarial, foram apresentados 10.924 processos referentes a produtos. Destes foram analisados 9.915 e aprovados 381. Observa-se a manutenção da tendência, já observada, de apresentação de muitos produtos com novas características em função da entrada de novas empresas, muitas de origem estrangeira, nos mercados fiscalizados.   Por outro lado, cabe ressaltar que os planos de seguro não necessitam de aprovação formal prévia da SUSEP à exceção dos planos do ramo vida.

DEMONSTRATIVO DE PRODUTOS / PROCESSOS ANALISADOS – DETEC

PLANOS

SALDO

INICIAL

APRESENTADOS

ANALISADOS

APROVADOS  

SALDO ATUAL

Seguro

2.050

8.224

7.440

(*)

2.834

Previdência Complementar Aberta

123

1.846

1.638

277

331

Capitalização

66

854

837

104

83

TOTAL

2239

10.924

9.915

381

3.248

(*) Os produtos de seguro, muito embora estejam sujeitos à análise, não são sujeitos a aprovação prévia por parte do Órgão.

 

Em relação às atividades desenvolvidas pelo Departamento Técnico Atuarial cabem alguns destaques:

a) aperfeiçoamento dos planos existentes e criação de novos produtos de previdência complementar aberta, visando o atendimento às necessidades dos consumidores e o pleno desenvolvimento dos mercados fiscalizados, o que resultou na publicação de normas pelo CNSP e pela SUSEP;

b) elaboração de modelos padronizados de planos para a previdência complementar aberta,  capitalização e seguro de vida, permitindo maior agilidade na aprovação dos planos;

c) desenvolvimento de novo modelo de estruturação para o seguro rural.

Foram analisados 1.847 atos societários, no exercício de 2002.  Em relação ao registro de corretores, houve uma redução de 32% em relação a 2001,sendo processado o registro de 7.115 corretores.

ASSUNTO

SALDO

INICIAL

APRESENTADOS

ANALISADOS

APROVADOS

SALDO ATUAL

AGO/AGE

16

1.184

1.132

357

68

Alienação de ações

0

20

12

3

7

Homologação de eleitos

5

397

339

135

63

Reavaliação de imóveis

5

44

41

16

8

Renúncias

2

17

19

5

0

Autorizações para funcionar

0

16

17

3

0

Transferência de Controle Acionário

1

51

48

16

4

Transferência de Carteira

0

58

39

11

19

Transferência em sociedade anônima

0

40

26

7

14

TOTAL

29

2.023

1.847

554

205

4.3. ATUAÇÃO COOPERATIVA

4.3.1 – GRUPOS DE TRABALHO E COMISSÕES PERMANENTES

Com o objetivo de atingir com maior eficácia as metas traçadas, a Autarquia, adotou, como estratégia, a constituição de Grupos de Trabalho interdepartamentais para os estudos necessários ao desenvolvimento de normas e atividades específicas, bem como a constituição de Comissões Permanentes, voltadas para determinados temas.

Foram constituídos 17 Grupos de trabalho, conforme discriminado no Anexo 5.

Entre as Comissões Permanentes em funcionamento, envolvendo a participação de representantes dos diversos segmentos do setor privado, podemos destacar:

- COMISSÃO ATUARIAL - instituída com o objetivo de ampliar o campo de discussão da SUSEP com os mercados supervisionados, relativamente a aspectos técnicos atuariais. Teve, como meta inicial, a consolidação e a reavaliação das normas referentes às provisões técnicas e aos limites técnicos, além do apoio ao desenvolvimento de tábuas biométricas com base na experiência brasileira.   Fazem parte desta Comissão representantes da SUSEP, da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização – FENASEG, da Associação Nacional de Previdência Privada – ANAPP, do Instituto Brasileiro de Atuária – IBA e do Instituto Brasileiro de Contabilidade – IBRACON.

- COMISSÃO CONTÁBIL - instituída com a atribuição de acompanhar o Plano de Contas das sociedades seguradoras, resseguradoras, de capitalização e das entidades de previdência complementar aberta, aprovado pela Resolução CNSP nº 19, de 17 de fevereiro de 2000, para propor eventuais alterações consideradas necessárias. Integram a Comissão representantes da SUSEP, da Federação Nacional de Empresas de Seguros Privados e de Capitalização - FENASEG, da Associação Nacional de Previdência Privada – ANAPP e do Instituto Brasileiro de Contabilidade – IBRACON.

4.3.2 – PARCERIAS INSTITUCIONAIS

Com o intuito de ampliar o alcance da ação fiscalizadora e promover o desenvolvimento dos mercados, a SUSEP mantém Convênios/Acordos com vários órgãos, tais como:

a) Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça – SDE/MJ – acordo por meio do qual a SDE comprometeu-se a notificar à SUSEP as reclamações sob investigação por aquela Secretaria,  relacionadas às operações de seguros privados, de capitalização e de  previdência complementar aberta, inclusive corretagem,  que não tenham logrado conciliação entre as partes. O objetivo do mencionado pacto é a abertura de processo na SUSEP para aplicação, quando couber, de penalidade administrativa.     Por outro lado, a SUSEP comprometeu-se a adotar as providências necessárias à completa apuração, no âmbito de competência da Autarquia, dos fatos relatados nas reclamações encaminhadas pela Secretaria Nacional de Direito Econômico, a prestar as informações relativas à tramitação dos processos administrativos e às concernentes  a leis e normas que regulam os mercados de seguros privados, de capitalização e de  previdência complementar aberta, incluindo pareceres exarados pela Procuradoria da SUSEP, com  entendimento firmado;

b) Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos – CETIP – convênio operacional, com a finalidade de implantar um sistema gerencial capaz de permitir à SUSEP o controle permanente e imediato das posições de títulos e de valores mobiliários vinculados às reservas técnicas das sociedades seguradoras, das empresas de capitalização e das entidades abertas de previdência complementar, em conta denominada “Reserva Técnica”.  Este Convênio trouxe um grande avanço na área de fiscalização indireta, permitindo aos técnicos da SUSEP visualizar, de imediato, a posição dos bens garantidores de reservas e toda e qualquer alteração havida, relativamente a esses bens;

c) Companhia Brasileira de Liquidações e Custódia – CBLC, convênio com o  objetivo de liberar, para a SUSEP, a conexão dos computadores da CBLC, via acesso RTM e possibilitar à SUSEP o acesso aos serviços da CBLC, observadas as demais cláusulas e condições do contrato;

d) Fundação Nacional Escola de Seguros – FUNENSEG - convênio de cooperação técnica para assistência aos mercados de seguros, previdência privada aberta e capitalização, de modo que as consultas que requeiram informações técnicas, legais ou doutrinárias, sem abordagem interpretativa, possam ser atendidas pela FUNENSEG, com base em Ementário e Enunciados elaborados pela SUSEP;

e) Secretaria da Receita Federal - convênio com a finalidade de disciplinar o sistema de intercâmbio de informações e o implemento de programa coordenado de ações fiscais, visando verificar e acompanhar as operações realizadas pelas sociedades seguradoras, de capitalização e entidades abertas de previdência complementar, mediante a conjugação de esforços dos partícipes;

f)   Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE do Ministério da Justiça - cooperação técnica para troca de informações e de conhecimento técnico, incluindo a elaboração de estudos relativos aos diversos setores da economia relacionados com a defesa da ordem econômica;

g) Fundação Getúlio Vargas - FGV - cooperação técnica objetivando o desenvolvimento de estudos técnicos conjuntos, análise da conjuntura mensal sobre o mercado supervisionado, a elaboração de seminários e a disponibilização de acesso mútuo a acervos de estudos;

h) Instituto de Desenvolvimento e Estudos Aplicados à Seguridade – IDEAS - cooperação técnica objetivando o desenvolvimento de estudos técnicos conjuntos e pesquisas no âmbito do mercado de previdência complementar aberta em temas de interesse mútuo, além da concessão de bolsas em cursos ministrados pelo Instituto, de interesse da Autarquia;

i)    Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE -  cooperação técnica objetivando o desenvolvimento de estudos e elaboração de tábuas biométricas a serem aplicadas no seguro de vida e previdência privada, bem como a elaboração de estudos sobre a evolução temporal da participação do setor no PIB desenvolvendo um indicador de volume do setor, contando com a participação da Federação Nacional de Empresas de Seguros Privados e Capitalização – FENASEG;

j)   Sociedade de Ensino Superior Estácio de Sá – vários convênios tendo em vista facilitar aos servidores ativos e inativos da SUSEP, seus dependentes e funcionários terceirizados do órgão, acesso ao ensino superior. 

4.4. AÇÕES NO ÂMBITO INTERNACIONAL

No campo das relações internacionais, a SUSEP está associada a diversos organismos internacionais que congregam os supervisores de seguros, tais como: IAIS - International Association of Insurance Supervisors, ASSAL - Associação de Superintendentes de Seguros da América Latina e ASSEL - Associação de Supervisores de Seguros Lusófonos, tendo participado, em 2002, da Conferência Anual da IAIS, realizada no Chile. A SUSEP integra também a INPRS - International Network of Pension Regulators  and Supervisors, organismo criado para servir como um canal de discussão para política de mercado e cooperação nas áreas de regulação, supervisão e assuntos financeiros relacionados a pensões.

Na IAIS, a SUSEP integra o Subcomitê de Resseguro e o Subcomitê de Conglomerados Financeiros, tendo participado, no âmbito do primeiro, de três reuniões ao longo do ano, realizadas na Dinamarca e no Chile.

No âmbito do Subgrupo de Trabalho nº 04 do Mercosul (SGT-04), integra a Comissão de Seguros e também as Subcomissões específicas de Resseguro e Margem de Solvência, elaborando, em conjunto com o IRB-BRASIL Re e demais Estados Partes do Mercosul, uma agenda de trabalho a ser desenvolvida nas negociações específicas. Como parte desta Agenda, organizou a reunião da Comissão de Seguros, no Rio de Janeiro, em novembro e participou de Seminário sobre Serviços Financeiros para Negociadores do Mercosul, realizado na Argentina em abril.

Ao longo de 2002, além das negociações desenvolvidas no âmbito do Mercosul, através da Comissão de Seguros do SGT-04, foram desenvolvidos trabalhos de suporte às equipes de negociadores do Governo Brasileiro na Área de Serviços, Grupo este responsável pelas negociações em curso da ALCA, da União Européia e da OMC nos setores supervisionados pela SUSEP.

No primeiro semestre cabe registro o processo de avaliação conhecido como “Financial Sector Assessment Program (FSAP)” que, no âmbito da SUSEP, avaliou adequação do aparato regulatório brasileiro aos princípios básicos seguros da IAIS, assim como uma avaliação do grau de transparência adotado e das normas de conduta para prevenção de lavagem de dinheiro.

No escopo de colaboração internacional, a SUSEP participou do Seminário Regional sobre Desenvolvimento de Instituições Financeiras não Bancárias (NBFI) patrocinado pelo Banco Mundial e pela Superintendência de Valores do Chile, realizado em Santiago em dezembro, participando de discussões travadas sobre o setor de seguros latino-americano.

5. ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS E FINANCEIRAS

5.1. GESTÃO ORÇAMENTÁRIA

O orçamento aprovado para o exercício de 2002, pela Lei nº 10.407, de 10 de janeiro de 2002, foi de R$ 62.931.800,00 (sessenta e dois milhões, novecentos e trinta e um mil e oitocentos reais), sendo R$ 46.392.007,00 (quarenta e seis milhões, trezentos e noventa e dois mil e sete reais) referentes a pessoal, representando 73,72%; R$ 9.417.220,00 (nove milhões, quatrocentos e dezessete mil e duzentos e vinte reais) Outros Custeios e Capital que representa 14,96%; R$ 550.000,00 (quinhentos e cinqüenta mil reais) Inversões Financeiras (0,87%); R$ 36.922,00 (trinta e seis mil, novecentos e vinte e dois reais) Sentença Judicial, Precatório representando 0,06% e R$ 6.535.651,00 (seis milhões, quinhentos e trinta e cinco mil e seiscentos e cinqüenta e um reais) da Reserva de Contingência (10,39%).

Em relação ao orçamento para Pessoal, o aprovado foi insuficiente, sendo objeto de credito suplementar no valor de R$ 2.724.876,00 (dois milhões, setecentos e vinte e quatro mil, oitocentos e setenta e seis reais), dando como compensação a Reserva de Contingência para cobrir despesas de exercícios anteriores (complementação de anuênios 1996 a 1999, Licença prêmio em Pecúnia, Parcela Incorporada (décimos) e Alvarás de 28,86% e Anuênios Ativos Inativos e Pensionistas).

Do orçamento liberado/reformulado para as categorias econômicas "Outros Custeios", foi executado 98,08% e Capital o executado foi de 72,25%.  Cabe registro que, por força do Decreto nº 4.231, de 14 de maio de 2002, a fonte de recursos 128 – Taxa de Fiscalização sofreu contingenciamento de R$ 714.812,00 (setecentos e quatorze mil e oitocentos e doze reais) representando 38,79% e fonte 250 e 280 (Receitas Diretamente Arrecadadas) R$ 1.128.181,00 (um milhão, cento e vinte e oito mil e cento e oitenta e um reais) representando 61,21%.

Assim, o orçamento aprovado foi contingenciado pelo Decreto nº 4.230/02, no valor de R$ 1.842.993,00 que representa 19,64% das Categorias Econômicas Outros Custeios e Capital, o que demandou revisão das metas de execução do exercício, sendo o Programa de Apoio Administrativo (Ações de  Manutenção dos Serviços Administrativos, Manutenção e Conservação de Bens Imóveis e Ação de Informática) o Programa mais atingido, correspondendo um  percentual de 86,02%, no Programa Desenvolvimento dos Mercados de Seguros,  Capitalização e Previdência Privada Aberta o percentual foi de 13,77%, sendo os Sistemas Informatizados da SUSEP um dos mais atingido com um percentual de 54,99 %, no que tange a continuidade da modernização dos sistemas de arrecadação, e nas Ações de Fiscalização e Regulamentação dos Mercados de Seguros, Capitalização e Previdência Privada Aberta o percentual foi de 45,01% do programa, não inviabilizando as metas Institucionais do Órgão.

 Em relação ao orçamento aprovado para Pessoal Ativo, com a aprovação do referido Decreto, e ainda pela necessidade cobrir despesas de exercícios anteriores, o orçamento inicial foi insuficiente, sendo necessária solicitação de crédito adicional.

Como previsto, as principais fontes de receitas da SUSEP são:

a)    TAXA DE FISCALIZAÇÃO - instituída pela Lei nº 7.944, de 29 de dezembro de 1989, com arrecadação trimestral, diretamente arrecadada na Conta Única do Tesouro Nacional, sub-repassada à SUSEP de acordo com a Programação Orçamentária e Financeira, limitado ao orçamento fixado pela Lei Orçamentária Anual.  No exercício de 2002, a previsão de receita era de R$ 30.048.456,00 (trinta milhões, quarenta e oito mil e quatrocentos e cinqüenta e seis reais), sendo arrecadado o montante de R$ 34.027.320,93 (trinta e quatro milhões, vinte e sete mil, trezentos e vinte reais e noventa e três centavos), segundo a STN, sendo repassado à SUSEP o montante de R$ 26.882.516,50 (vinte e seis milhões, oitocentos e oitenta e dois mil, quinhentos e dezesseis reais e cinqüenta centavos);

b)    DPVAT - receita originária do Convênio firmado entre a SUSEP e FENASEG, sendo destinado o percentual de 1,3030% da apuração tarifária dos prêmios do Seguro DPVAT.  A previsão de receita foi de R$ 15.918.243,00 (quinze milhões, novecentos e dezoito mil, duzentos e quarenta e três reais), com realização de R$ 15.983.003,29 (quinze milhões, novecentos e oitenta e três mil, três reais e vinte e nove centavos);

c)     Multas aplicadas em função do poder de polícia da SUSEP estão vinculadas à atuação dos Departamentos de Fiscalização. Entendemos que a receita decorrente de multas está diretamente ligada à atuação preventiva do Órgão como agente fiscalizador, podendo sofrer variações no decorrer do exercício, com previsão de arrecadação de R$ 10.084.710,00 (dez milhões, oitenta e quatro mil, setecentos e dez reais) e realização de R$ 8.356.326,38 (oito milhões, trezentos e cinqüenta e seis mil, trezentos e vinte e seis reais e trinta e oito centavos), não sendo considerado como frustração de arrecadação;

d)     Outras receitas oriundas de contrato de locação, serviços administrativos, receitas patrimoniais originárias da comissão de 5% apurada sobre o ativo das sociedades e empresas submetidas ao regime de liquidação, outras multas e juros de origem administrativa, com a arrecadação prevista de R$ 421.375,00 (quatrocentos e vinte e um mil, e trezentos e setenta e cinco reais) e realizado efetivamente R$ 359.116,68 (trezentos e cinqüenta e nove mil, cento e dezesseis reais e sessenta e oito centavos), não sendo considerado como frustração de arrecadação;

e)    Seguro Habitacional - receita originária conforme dispõe o artigo 6º do Decreto nº 243, que prevê cota de participação de 0,3%.   Esta participação sofreu redução de 0,1 ponto percentual sobre os prêmios de seguros mensalmente arrecadados, em relação aos anos anteriores (anteriormente era 0,4%). A estimativa de arrecadação realizada pela SOF, segundo a Lei nº 10.407/2002, tinha como previsão de arrecadação R$ 2.540.890,00 (dois milhões, quinhentos e quarenta mil, oitocentos e noventa reais), uma vez que considerou a participação anterior de 0,4%. O realizado foi R$ 1.276.670,29 (um milhão, duzentos e setenta e seis mil, setecentos e setenta reais e vinte e nove centavos). Entretanto, a receita estimada pela autarquia foi no valor de R$ 1.533.000,00, já considerando a participação de 0,3%.   Portanto, entendemos que o realizado está próximo das estimativas da SUSEP, atingindo um percentual de 83,28%;

f)       Remuneração das Disponibilidades do Tesouro Nacional – receitas originárias de Aplicações das receitas diretamente arrecadadas no exercício e superávit do exercício de 2001, a previsão inicial foi de R$ 3.918.126,00 (três milhões, novecentos e dezoito mil e cento e vinte e seis reais) com realização de R$ 13.580.980,70 (treze milhões, quinhentos e oitenta mil, novecentos e oitenta reais e setenta centavos) apresentando um superávit de arrecadação de 246,62%.

O superávit total acumulado da Autarquia apurado pelo Balanço Patrimonial foi de R$ 48.486.428,60 (quarenta e oito milhões, quatrocentos e oitenta e seis mil, quatrocentos e vinte e oito reais e sessenta centavos), sendo que R$ 12.578.816,41 (doze milhões, quinhentos e setenta e oito mil, oitocentos e dezesseis reais e quarenta e um centavos) referentes ao exercício de 2002 e R$ 35.907.612,19 (trinta e cinco milhões, novecentos e sete mil, seiscentos e doze reais e dezenove centavos) de exercícios anteriores.

Em relação à fonte Outros Custeios, o orçamento aprovado foi distribuído por programas, a saber:

a) PROGRAMA DESENVOLVIMENTO DOS MERCADOS - Fiscalização dos Mercados de Seguros, de Capitalização e de Previdência Privada Aberta.  Regulamentação dos Mercados de Seguros, de Capitalização e de Previdência Privada Aberta e Sistemas Informatizados da SUSEP (SERPRO);

b) PROGRAMA DE APOIO ADMINISTRATIVO – Ações de Manutenção de Serviços Administrativos.  Manutenção e Conservação de Bens Imóveis.  Manutenção dos Serviços de Transporte.  Ações de Informática;

c) PROGRAMA DE OPERAÇÕES ESPECIAIS – Cumprimento de sentenças judiciais;

d) PROGRAMA DE GESTÃO DA PARTICIPAÇÃO EM ORGANISMOS INTERNACIONAIS – IAIS (Associação Internacional de Supervisores de Seguros), ASSAL (Associação de Superintendentes de Seguros da América Latina) e ASSEL (Associação de Supervisores de Seguros Lusófonos);

e) PROGRAMA VALORIZAÇÃO DO SERVIDOR - Capacitação do servidor, auxílio alimentação, auxílio transporte, assistência pré-escolar e assistência médicas.

EVOLUÇÃO ORÇAMENTÁRIA

CATEGORIA

FONTE DE

ORÇAMENTO

CRÉDITO

CONTINGEN-

ORC. APROV.

DESPESAS

 

ECONÔMICA

RECURSOS

APROVADO

ADICIONAL

CIAMENTO

APOS CONT.

ACUMULADAS

(%)

 

128

24.723.283,00

2.616.242

-

27.339.525,00

26.664.807,18

97,53

PESSOAL

250

18.943.848,00

-

-

18.943.848,00

18.929.604,92

99,92

 

280

-

108.634,00

-

108.634,00

108.634,00

-

OUTROS

128

1.652.320,00

768.420

714.812,00

1.705.928,00

1.632.824,67

95,71

CUSTEIOS

250

6.395.189,00

-

1.015.591,00

5.379.598,00

5.316.869,70

98,83

 

280

-

-

-

-

-

-

 

128

41.000,00

25.000

-

66.000,00

26.000,00

-

CAPITAL

250

535.291,00

-

112.590,00

422.701,00

327.103,73

77,38

SENT.JUD.PREC.

128

30.342,00

6.580

-

36.922,00

36.749,07

99,53

CONC. EMPRÉSTIMOS

250

550.000,00

-

-

550.000,00

549.078,43

99,83

RES. DE CONT.

250

10.060.527,00

(3.524.876)

-

6.535.651,00

-

-

TOTAL

62.931.800,00

0,00

1.842.993,00

61.088.807,00

53.591.671,70

87,73

EVOLUÇÃO DAS RECEITAS X DESPESAS

 

Receita

Receita

Despesa

Superávit

Superávit

Descrição Receitas

Prevista

Realizada

 

-1

-2

 

(A)

(B)

(C)

(D=A-C)

(E=B-C)

Taxa de Fiscalização

         

(fonte 0128)

30.048.456

34.027.321

28.360.381

1.688.075

5.666.940

Receita diretamente arrecadada (fonte 250 e 280)

         

32.883.344

39.556.097

25.231.291

7.652.053

14.324.807

TOTAL

62.931.800

73.583.418

53.591.672

9.340.128

19.991.747

5.2. QUADRO DE SERVIDORES

A estrutura organizacional da SUSEP foi, inicialmente, instituída pela Resolução CNSP nº 6, de 3 de outubro de 1988, que aprovou o Regimento Interno da SUSEP.   Ao longo dos anos, importantes modificações na estrutura da SUSEP foram efetuadas. Em decorrência de todas essas alterações regimentais, cuidou-se de modificar e consolidar o Regimento Interno da SUSEP, por meio da Deliberação SUSEP nº 42, de 23 de fevereiro de 2000, buscando-se melhor definir as atribuições de cada unidade no contexto das importantes funções desenvolvidas pela Autarquia.   Na mesma linha, foi editada a Deliberação SUSEP nº 71, de 5 de junho de 2002, que além de reestruturar a Procuradoria Geral e especificar suas atribuições exclusivas, redefiniu as atribuições da Coordenadoria do Departamento Técnico-Atuarial – DETEC e de suas Gerências. Todas essas alterações no Regimento Interno da SUSEP tiveram por objetivo dotar a Autarquia de um arcabouço adequado às inúmeras atividades que desempenha.

Em atendimento ao disposto no Decreto nº 4.567, de 1º de janeiro de 2003, a SUSEP efetuou uma revisão em sua estrutura organizacional, resultando nas Deliberações SUSEP nº 81 e 82 de 10 de janeiro de 2003.

Conforme previsto em lei, os cargos efetivos da Autarquia são de preenchimento obrigatório por concurso público.    A SUSEP vem empenhando-se em aumentar o seu quadro de pessoal, em especial o número de Analista Técnico, de nível superior, carreira específica da Autarquia, com atuação nas diversas unidades.    Isto somente foi alcançado em 2001.   Após várias negociações, foi editada a Medida Provisória nº 2229-43, de 6 de setembro de 2001, que aprovou a criação de trinta cargos de Analista Técnico, preenchidos através de concurso público, sendo as nomeações efetivadas através do Edital nº 1, de 4 de janeiro de 2002 no D.O .U. de 7 de janeiro de 2002.

Tendo em vista não ter sido autorizado, até o presente exercício, o preenchimento das vagas de Agente Executivo, de nível intermediário, a Autarquia vem empreendendo esforços visando recompor sua estrutura organizacional.    Assim, com a prerrogativa contida no Decreto nº 2.271, de 7 de julho de 1997, as atividades acessórias, tipicamente de apoio administrativo, estão sendo transferidas para a execução indireta, por meio de contratos de terceirização.     Os servidores ocupantes do cargo de Agente Executivo passaram, então, a dar suporte aos Analistas Técnicos da SUSEP no desempenho de suas funções.

A SUSEP contava até 31 de dezembro de 2002 com 300 servidores de um quadro de lotação de 359 servidores.     Abaixo demonstramos a situação do quadro de servidores da SUSEP.

Nível

Denominação

Previstos

Ocupados

Vagos

NI

AGENTE EXECUTIVO

146

89

57

NI

AUXILIAR DE ENFERMAGEM

2

1

1

NI

AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS (*)

5

5

0

NI

MOTORISTA (*)

1

1

0

NS

ANALISTA TÉCNICO

175

172

3

NS

ASSISTENTE SOCIAL

1

1

0

NS

MÉDICO

2

2

0

NS

PROCURADOR FEDERAL

27

29(**)

0

 

  TOTAL

359

300(**)

61

(*) Cargos a serem extintos à medida que vagarem.

(**) Constam 4 procuradores federais em exercício na SUSEP.

Em relação ao aprimoramento do quadro de pessoal, a SUSEP tem dado ênfase à capacitação dos servidores.    No exercício de 2002 foram realizados eventos diversos, tais como cursos regulares, cursos à distância, cursos de Pós-Graduação, seminários/palestras/encontros/congressos, atingindo um volume de 391 treinandos, ao custo total de R$ 133.096,73 (cento e trinta e três mil, novecentos e seis reais e setenta e três centavos), dispendidos com recursos próprios e R$ 88.523,29 (oitenta e oito mil, quinhentos e vinte e três reais e vinte e nove centavos) obtidos através de bolsas.

CURSOS

   

NÚMERO

INFORMÁTICA

RELACIONADOS

FUNENSEG

SISTEMAS

VALOR

BOLSAS

DE

 

ATIVIDADE FIM

 

SIAPE/SIAFI

(R$)

(R$) 

TREINADOS

-

6

2

-

4.430,12

216,00

13

-

3

-

-

2.860,00

-

3

-

1

1

-

331,61

-

2

1

1

5

-

2.636,20

9.029,99

20

-

1

1

-

1.959,68

-

3

4

17

3

3

18.000,36

2.484,20

71

2

17

12

-

21.202,88

27.020,29

106

3

10

9

-

35.410,82

25.420,00

43

1

7

16

-

23.988,48

21.792,81

89

1

-

-

-

610,85

-

1

-

9

3

-

5.161,30

1.920,00

17

1

5

2

-

16.007,72

640,00

16

1

5

1

-

1.306,11

-

7

14

82

55

3

133.906,13

88.523,29

391

5.3. DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL

Com relação ao desenvolvimento institucional da SUSEP ao longo do exercício de 2002, além dos aspectos já abordados anteriormente neste Relatório, podemos dar destaque às ações abaixo enumeradas:

a)                Continuidade do projeto de modernização do parque de informática com a aquisição de novos equipamentos e aplicativos;

b)                Adaptação predial visando redimensionamento do espaço físico do prédio sede da SUSEP tendo em vista o aumento do quadro da SUSEP;

c)                 Novos sistemas informatizados que possibilitaram maior agilidade no atendimento, bem como maior confiabilidade dos controles internos nas diversas unidade.

5.4. INSTAURAÇÃO DE SINDICÂNCIAS

A instauração de inquéritos administrativos para apuração de irregularidades nas operações de empresas do mercado tem por objetivo apurar a responsabilidade dos ex-administradores nos atos e fatos que levaram a insolvência daquelas companhias, ensejando, de um modo geral, a decretação do regime especial de Liquidação Extrajudicial.  Em relação a estes últimos, cabe ressaltar que são processos demorados, em decorrência da necessidade de levantamentos de inúmeros dados, análise de documentos e inquirições.  Quanto à instauração de sindicâncias ou processo administrativo disciplinar, os principais fatos estão ligados à irregularidades administrativas e a solicitação dos órgãos de controle interno.

Comissão de Sindicância:

 

Proc 15414.005236/2002-18

Portaria SUSEP nº 1.500, de 16 de outubro de 2002

Comissão: Osvaldo José da Silva Costa, Osiane do Nascimento Arieira e Inês Tavares Gomes Martins

Desdobramento: Relatório entregue ao Sr. Superintendente para análise.

PROC/SUSEP/Nº 10.000809/00-41

 

MONTEVAN PREVIDÊNCIA PRIVADA

 

Portaria SUSEP Nº 736, de 8/2/00

Comissão: Robson Carlos dos Santos Braga, Jorge Azevedo e Vera de Souza Vitória Lyra

Desdobramento: Processo em análise na Procuradoria Geral da SUSEP

PROC/SUSEP/Nº 10.005375/00-20

SEGURANÇA CIA. DE SEGUROS E PREVIDÊNCIA

 

Portaria SUSEP Nº 964, de 24/11/00

Comissão: Jerônimo Jesus dos Santos, Carlos Henrique de Paula Prata e Sérgio Jorge Ramos de Oliveira

Desdobramento: :  Em andamento . Processo em análise no DEFIS.

PROC/SUSEP/Nº 10.004220/00-58 (Comissão de Sindicância)

 

Portarias SUSEP nºs 889/00

Comissão: Letícia Lucia Fernandes da Silva, Augusto Gonçalves da Silva Neto, Luiz Morena Antunes Filho, Eliezer Fernandes Tunala

Desdobramento:  Em andamento. Processo na Procuradoria da SUSEP para exame.

 

PROC/SUSEP/Nº 10.004008/01-44

NOVA YORK COMPANHIA DE SEGUROS

Comissão: Frank Larrubia Shih, Angela Maria Lopes da Silva e Cídice Hasselmann

Desdobramento: Em andamento. Processo na Procuradoria da SUSEP para exame

 

PROC/SUSEP/Nº 10.004098/01-37

SAOEX S/A Seguradora e Previdência Privada

 

Portaria SUSEP Nº 1134, de 2/7/01

Comissão: José Gonçalves Filho, Christiano Henrique de Lucena Macha e Antonio Carlos Lisboa

Desdobramento: Em andamento. Processo na Procuradoria da SUSEP para exame

6. ATENDIMENTO ÀS DILIGÊNCIAS DOS ÓRGÃOS DE CONTROLE

                      

  No exercício de 2002 recebemos as seguintes auditorias externas:

 

a) Auditoria da Secretaria Federal de Controle Interno do Ministério da Fazenda – Gerência Regional de Controle Interno/RJ, em função dos trabalhos de Auditoria de Acompanhamento de Gestão, no período 6 de março a 22 de março de 2002, cujo Relatório Preliminar de Auditoria foi encaminhado através do Ofício nº 347/02/GRCI/RJ, de 3 de abril de 2002.  A respeito do assunto, a SUSEP encaminhou o Ofício/SUSEP/GABIN/nº 48/2002 de 12 de abril de 2002 e o Ofício/SUSEP/AUDIT/nº 04/2002, de 12 de abril de 2002 prestando os esclarecimentos necessários.

b) Auditoria da Corregedoria-Geral da União no Rio de Janeiro, em função dos trabalhos de Auditoria de Acompanhamento de Gestão, no período 14 de outubro a 31 de outubro de 2002, cujo Relatório Preliminar de Auditoria foi encaminhado através do Ofício nº 1619/02/CGU-RJ, de 21 de novembro de 2002.  A respeito do assunto, a SUSEP encaminhou o Ofício/SUSEP/GABIN/nº 160/2002, de 17 de dezembro de 2002 prestando os esclarecimentos necessários.

Além disso, foram recebidas as seguintes solicitações:

a)Ofício 008/2002-SEMAG – processo TC 015048/1997-7, no qual foi solicitado informações a respeito de DPVAT, atendido através do Ofício SUSEP/GABIN/nº 32/2002, de 6 de março de 2002;

b)Ofício Circular nº 10 – SFC/CGU/PR, de 15 de agosto de 2002, solicitando esclarecimentos sobre as ressalvas no Relatório da Auditoria, relativas à Prestação de Contas do exercício de 2001, atendido através do Ofício SUSEP/GABIN/nº 110/2002, de 30 de agosto de 2002;

c)Ofício-Circular nº 012/SPOA/SE/MF, de 4 de setembro de 2002, no qual foi solicitado os indicadores de gestão da Autarquia, atendido através do Ofício/SUSEP/SEGER/nº 34/2002, de 8 de novembro de 2002;

d)Ofício 728/2002 – 2ª SECEX-TCU – relativo ao julgamento da prestação de contas da Autarquia do exercício de 2000.

As ações da Auditoria Interna da SUSEP se pautaram nas novas orientações instituídas em relação à auditoria interna, visando melhor adequá-las ao desempenho de suas funções, o que ocasionou um crescente volume de trabalho, que vem sendo absorvido pela área, apesar de sua estrutura bastante reduzida. 

 Dos itens questionados pelas Auditorias Externas, 80% dos pontos foram saneados pelas respectivas Áreas com o devido acompanhamento da AUDIT.

O resultado dos trabalhos desenvolvidos pela Auditoria Interna consta de seus relatórios encaminhados aos órgãos de controle interno.

7. INDICADORES DE GESTÃO 

A natureza dos trabalhos desenvolvidos pela SUSEP - a regulação e a fiscalização dos mercados de seguros, previdência complementar aberta e capitalização – dificulta a utilização de indicadores objetivos e diretos de gestão.   Neste sentido, ao estabelecer um Programa dentro do Plano Plurianual 2000/2003, a alternativa encontrada foi a mensuração indireta, através dos resultados alcançados pelo mercado. 

No âmbito interno da Instituição, foram estabelecidos alguns indicadores de desempenho passíveis de controle e, em decorrência, de monitoramento de efetividade, eficácia e eficiência.   Esses indicadores foram reunidos em relatório denominado Monitoramento de Procedimentos Operacionais – MPO.  Este Monitoramento tem o objetivo de acompanhar as atividades das diversas unidades da SUSEP e além de ser um instrumento de Gestão, permite avaliar o atingimento das metas físicas e financeiras estabelecidas no Plano Plurianual.  Os dados são coletados mensalmente das unidades responsáveis pelas ações e são posteriormente compilados em relatórios trimestrais, juntamente com alguns indicadores de satisfação e de performance, tais como:

I ) Medida de atendimento ao público - Os dados coletados subdividem-se em:

a)atendimento em geral – quantidade de atendimento ao público;

b)procedimentos de conciliação – quantidade de procedimentos administrativos instaurados para resolver conflitos de interesses entre o consumidor e as empresas sob a supervisão da SUSEP;

c)processos instaurados (denúncias/reclamações) – denúncias e reclamações contra empresas supervisionadas pela SUSEP;

d)processos encerrados (denúncias/reclamações) – a diferença entre os processos instaurados e os encerrados servem de indicador do aumento ou redução do saldo de processos a serem analisados;

e)consultas formais – quantidade de consultas encaminhadas a SUSEP, mensalmente.

Indicador:

a)índice de mediação (I.M.P.): corresponde ao número de procedimentos de conciliação que não tenham resultado em processos administrativos instaurados.

II) Medida de ação fiscalizadora - Os dados coletados subdividem-se em:

a)fiscalizações realizadas – corresponde ao número de inspeções “in loco” nas empresas sob a supervisão da SUSEP;

b)autos de infrações lavrados – corresponde ao número de autos de infrações lavrados durante as fiscalizações realizadas nas empresas;

c)representações lavradas – corresponde ao número de representações contra empresas, lavradas pelos diversos setores da SUSEP;

d)processos julgados pelo Conselho Diretor – são julgamentos de recursos interpostos pelas empresas em face dos autos de infração lavrados e representações;

e)penalidades aplicadas  - penalidades aplicadas às pessoas físicas e jurídicas sob a supervisão da SUSEP, sendo que tais penalidades apresentam três graduações: advertência, multa e cancelamento da autorização para funcionar.

Indicadores:

a)índice de Arbitragem (I.A.): mede a eficiência do Conselho Diretor em julgar processos, pois corresponde a relação entre o número de processos julgados e a soma do número de processos  instaurados, denúncias, representações e autos de infração;

b)índice de Punição (I.P.): mede o grau de predisposição ao cometimento de infrações por parte das empresas supervisionadas.

III – Medida de atendimento ao mercado - Os dados coletados subdividem-se em:

a)atos societários analisados - procedimentos administrativos para aprovação de assembléias gerais, homologação de membros da administração, constituição de novas empresas e transferências de controle acionário dentre outros;

b)corretores cadastrados - número de corretores cadastrados pela SUSEP;

c)produtos analisados -  controle do número de produtos a serem comercializados, submetidos à aprovação da SUSEP.

Indicadores:

a)índice de capacidade (I.C.A.): mede a eficiência do setor responsável pelas análises dos atos societários, pois corresponde à relação entre o número de processos analisados e o saldo existente somado aos apresentados no período;

b)índice de conformidade dos atos societários (I.Co.A): mede a eficiência das empresas em instruir seus atos societários, correspondendo à relação entre o número de atos societários aprovados e analisados;

c)índice de capacidade (I.C.P.): mede a eficiência do setor responsável pelas análises dos produtos a serem comercializados, pois corresponde à relação entre o número de processos analisados e o saldo existente somado aos apresentados no período;

d)índice de conformidade dos produtos (I.Co.P.): mede a eficiência das empresas em elaborar novos produtos, correspondendo à relação entre o número de produtos aprovados e analisados.

IV – Medida de ação administrativa - Os dados coletados subdividem-se em:

a)execução orçamentária – controle da execução do orçamento aprovado;

b)treinamentos realizados – treinamentos realizados, custos e número de treinandos;

c)atos normativos expedidos – controle de normativos expedidos pela SUSEP e pelo CNSP;

d)desempenho do mercado – acompanhamento da receita de prêmio e de contribuição previdenciária e do saldo das reservas técnicas do mercado como um todo.

O Programa do governo federal gerenciado pela SUSEP, dentro do Plano Plurianual, diz respeito diretamente ao desenvolvimento de sua missão enquanto Instituição, intitulado “DESENVOLVIMENTO DOS MERCADOS DE SEGUROS PRIVADOS, CAPITALIZAÇÃO, PREVIDÊNCIA PRIVADA ABERTA E RESSEGURO”.

O objetivo do programa é garantir o adequado funcionamento e o desenvolvimento dos mercados de seguros, capitalização, previdência complementar aberta e resseguro, de forma a possibilitar ao público alvo um mercado mais competitivo e confiável.

O programa em questão se justifica pela desatualização das regras e mecanismos de controle e fiscalização dos mercados de seguros, capitalização, previdência complementar aberta e desenvolvimento da regulamentação, controle e fiscalização da atividade de resseguro.  A contribuição esperada é crescimento e desenvolvimento dos mercados supervisionados e o aperfeiçoamento da regulamentação e dos instrumentos de controle e fiscalização, com ênfase na preservação dos direitos do público consumidor.

Os indicadores utilizados para aferir a evolução do programa sob a responsabilidade da SUSEP são os seguintes:

a)    INDICADOR DO MERCADO DE SEGUROS PRIVADOS

Quanto ao mercado segurador, o indicador utilizado para medir a eficiência da SUSEP na condução de suas atribuições é a relação entre a acumulação do prêmio de seguro total recolhido no ano e o Produto Interno Bruto – PIB.

b)    INDICADOR DO MERCADO DE CAPITALIZAÇÃO

No tocante ao mercado de capitalização, o indicador utilizado é a relação entre a acumulação de receitas com vendas de títulos de capitalização total recolhido no ano e o Produto Interno Bruto – PIB.

c)      INDICADOR DO MERCADO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ABERTA

Para a previdência complementar aberta, o indicador utilizado é a relação entre a acumulação das contribuições previdenciárias totais recolhidas no ano e o Produto Interno Bruto – PIB.

d)    INDICADOR DO MERCADO DE RESSEGURO

No tocante ao mercado de resseguros, tendo em vista a liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal, em face da Ação Direta de Inconstitucionalidade, suspendendo a eficácia da Lei nº 9.932/99, que atribuía à SUSEP a competência pela supervisão do mercado de resseguro, retornando ao IRB-BRASIL Re, não há indicador para o setor de resseguro em utilização.  Provavelmente, decidido o mérito da citada ação, adotar-se-á indicador similar ao adotado para aferir o desenvolvimento do mercado de seguros privados, ficando o indicador do mercado ressegurador definido como a relação entre a acumulação do prêmio de resseguro total recolhido no ano e o Produto Interno Bruto – PIB.

As ações inerentes ao programa sob a responsabilidade da SUSEP são as seguintes:

a)CONCESSÃO DE EMPRÉSTIMOS PARA LIQUIDAÇÃO DE SOCIEDADES SEGURADORAS, DE CAPITALIZAÇÃO E ENTIDADES ABERTA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

-           Tipo de Ação: operações especiais

-           Produto da ação: empréstimo concedido

-           Unidade de medida:  Reais (R$)

b)FISCALIZAÇÃO DOS MERCADOS DE SEGUROS, DE CAPITALIZAÇÃO, DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ABERTA E DE RESSEGURO

-           Tipo de Ação: atividade

-           Produto da ação: entidade fiscalizada

-           Unidade de medida: unidade

c) REGULAMENTAÇÃO DOS MERCADOS DE SEGUROS, DE CAPITALIZAÇÃO, DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR         ABERTA E RESSEGURO

-           Tipo de ação: atividade

-           Produto da ação: norma publicada

-           Unidade de medida: unidade       

d)  SISTEMA INFORMATIZADO DA SUSEP

-           Tipo de ação: atividade

-           Produto da ação: sistema mantido

-           Unidade de medida: unidade

Em decorrência de todas as ações implementadas pelo Órgão, os principais resultados obtidos em 2002 foram os seguintes:

-  Incentivo à comercialização de novos produtos de previdência aberta complementar, tendo em vista o potencial de expansão desse mercado, através da edição de atos normativos que viabilizaram o atendimento às  necessidades dos consumidores e a modernização dos produtos, além de propiciar uma maior transparência quanto aos  direitos e obrigações inerentes aos contratos, conferindo uma maior credibilidade aos mesmos, o que é de fundamental importância para o desenvolvimento e estabilidade desse mercado;

- Maior nível de controle da solvência e liquidez das empresas pertencentes aos mercados sob supervisão do Órgão, permitido a partir de aperfeiçoamentos realizados nos mecanismos de controle e fiscalização à distância, tendo sido implantadas formas mais ágeis para o recebimento das informações periódicas e melhorias no monitoramento das reservas técnicas das empresas, através de análises de suas bases de dados. Tais controles servem de direcionamento para a ação preventiva da SUSEP, de modo a resguardar os direitos dos adquirentes dos produtos comercializados pelos mercados supervisionados, contribuindo, desta forma, para o seu bom desenvolvimento;

- Melhor monitoramento das operações de empresas de pequeno porte que vinham apresentando problemas de solvência através da Decretação de Regime de Direção Fiscal imposto a partir de ações de fiscalização, com vistas a  evitar o agravamento da situação econômico-financeira das mesmas, e por conseguinte minimizar o prejuízo aos credores;

- Aumento da transparência quanto à saúde financeira das empresas pertencentes aos mercados supervisionados através da Publicação de Anuário Estatístico, viabilizado através de parceria com a FUNENSEG – Fundação Escola Nacional de Seguros, disponibilizando para a Sociedade dados relativos a essas empresas e consolidados do mercado;

- Manutenção de uma adequada presença fiscalizatória, apesar da exiguidade de recursos humanos, através da priorização das fiscalizações dirigidas através dos indicadores de mercado analisados pelas áreas que exercem o trabalho de fiscalização à distância, se constituindo num trabalho de caráter preventivo, visando identificar a tempo eventuais desvios que poderiam vir a causar prejuízos aos clientes das empresas e à Sociedade como um todo.

 Os indicadores definidos para o programa da SUSEP no Plano Plurianual, em função do PIB, foram os seguintes:

a)   Participação do Mercado de Seguros - 2,5%;

b)    Participação do Mercado de Previdência Privada Aberta - 0,69%;

c)    Participação do Mercado de Capitalização - 0,56%. 

Na avaliação do PPA de 2001, foi proposta a alteração do índice Participação do Mercado de Seguros para 1,82% em face do expurgo do Seguro Saúde, cuja esfera de fiscalização passou para a Agência Nacional de Saúde.   

Contudo, os índices efetivamente obtidos em 2002 foram a seguir indicados, cabendo ressaltar que os resultados foram calculados para a data base junho de 2002, haja vista somente haverem dados oficiais disponíveis do PIB até o 1º semestre deste ano:

a) Participação do Mercado de Seguros – 1,82%;

b)Participação do Mercado de Previdência Privada Aberta - 0,52%;

c)Participação do Mercado de Capitalização – 0,39%.

 

Embora os índices obtidos no primeiro semestre de 2002, com exceção da participação do mercado de seguros no PIB, indiquem uma baixa probabilidade de que os índices esperados sejam alcançados até o final do PPA, deve ser ressaltado, que fatores exógenos influenciam diretamente nos índices definidos, e com mais intensidade do que a atuação do Órgão através de suas ações, sendo que o desempenho da Economia ao longo desse período foi fator determinante para o distanciamento entre os índices planejados e os obtidos.

Assim, pode-se inferir que o fato dos índices de participação do mercado de previdência privada aberta no PIB e participação do mercado de capitalização no PIB terem ficado abaixo do estimado, não significa que a atuação do Órgão no período tenha sido ineficiente, o que se demonstra pelos benefícios auferidos pela Sociedade a partir da estabilidade e desenvolvimento verificados nos mercados supervisionados pela SUSEP, a despeito da baixa correlação com os índices definidos para o PPA.

Deve ser destacado que em 2002 foi dado prosseguimento ao trabalho do Órgão no sentido de conduzir os mercados de seguro, de capitalização e de previdência complementar aberta a novos tempos, atendendo as determinações  recebidas do Governo Federal e  os anseios da classe  de seguradores,  dos   empresários  de previdência complementar aberta  e de capitalização e dos corretores. Na medida em que esses mercados evoluíram, foram fortalecidos e ganharam credibilidade, ganharam também os consumidores em qualidade e segurança, o que demonstra o amadurecimento desses mercados, sendo que a atuação desta Autarquia foi fundamental para a obtenção de tais resultados, através do cumprimento de seu papel de órgão normativo e fiscalizador.

8. MISSÃO E OBJETIVOS

A missão da SUSEP continua tendo uma grande importância no contexto político, econômico e social brasileiro.   Trata-se do órgão regulador e fiscalizador da área de seguros, resseguros, previdência complementar aberta e capitalização, todos geradores de poupança e investimentos de longo prazo, que no caso do seguro, contribui, oferecendo instrumentos para administração de riscos, na viabilização de novos investimentos.

Além dos aspectos referentes à captação de poupança, deve ser ressaltada a importância do setor de previdência complementar aberta como alternativa para a previdência estatal. O crescimento deste setor constitui resposta positiva do mercado à crise fiscal do Estado que levou a limitação da previdência pública aos segmentos de renda mais baixa. Por outro lado não pode ser esquecida a potencialidade do mercado de capitalização de promover a poupança em segmentos que não teriam incentivos a praticá-la , bem como de financiar aquisição de certos tipos bens.

A missão fundamental da SUSEP é o desenvolvimento e a manutenção do equilíbrio desses mercados, mas neles como em todos os mercados abertos e competitivos existem conflitos de interesse e assimetria de poder e informação nas relações entre os agentes que devem ser atenuados através de uma atuação constante do organismo regulador e fiscalizador. Assim, para garantir o adequado funcionamento e o desenvolvimento desses mercados, é necessária uma atuação forte do aparato governamental que possa trazer o equilíbrio das relações entre os agentes, bem como propiciar ambiente ideal para a criação dos novos instrumentos de mercado que atendam as necessidades dos consumidores. Para tanto é necessário o de três fatores-chave que constituem os objetivos regulatórios da SUSEP: A indução de oferta de produtos adequados ás necessidades dos consumidores; A credibilidade dos contratos que são o cerne da própria existência do mercado regulado; e Redução dos custos de transação e contratação. Esses fatores são os orientadores da Política de Seguros hoje implementada  pelo órgão e direcionam toda a sua estratégia de atuação.

Rio de Janeiro, 14 de março de 2003.

HELIO OLIVEIRA PORTOCARRERO DE CASTRO

Superintendente.

Superintendência de Seguros Privados